Encerrada no último domingo, a sexta edição da feira SP Arte, no pavilhão da Bienal, reuniu 80 galerias com 2.500 obras à venda. Neste ano, o evento teve 16 mil visitantes, 20% a mais do que no ano passado, sendo 30% do público de outros Estados.
Não há ainda um número oficial de vendas, mas a diretora da SP Arte, Fernanda Feitosa, acredita que bateram a marca dos R$ 15 milhões, faturamento total do ano passado. "Com certeza, todo mundo superou a expectativa", disse Feitosa à Folha.
Não foram vendidas as obras mais caras da SP Arte, como "Puerto Metafísico", de Joaquín Torres-García, avaliada em US$ 3,5 milhões, e "Tamba-Tajá", de Maria Martins, de R$ 1,5 milhão, mas a venda de contemporâneos puxou a alta dos negócios. "São valores menores, mas o volume é maior."
Fonte: Folha de S. Paulo
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Arte acelerada, na Folha de S. Paulo
SILAS MARTÍ
Estampado na capa do catálogo de um leilão paulistano, um trabalho de Adriana Varejão foi arrematado, na semana passada, por R$ 551 mil sob aplausos tímidos e um "parabéns" do leiloeiro. A quadras dali, colecionadores disputavam obras no pavilhão da Bienal, que pareceu pequeno demais no furacão da SP Arte.
Em dez anos, obras de Varejão, Cildo Meireles, Vik Muniz e Beatriz Milhazes chegaram a se valorizar até 5.000%.
A entrada de megainvestidores no mercado de arte também promete anabolizar preços. "É o ativo mais valorizado, mais do que ações, mais do que o dólar, mais do que o ouro", diz Heitor Reis, que está liderando um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para comprar arte brasileira. "É superagressivo", diz a galerista Márcia Fortes. "Está demasiado acelerado."
Mercado opera em ritmo artificial
Com escassez de obras consagradas no mercado, trabalhos de artistas ainda em ascensão entram em espiral de valorização
Estudo de investidores mostra que peças de Cildo Meireles, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes valem 50 vezes o que valiam em 2000
Num mercado enxugado pela altíssima demanda, obras de artistas consagrados, em geral os mortos, estão cada vez mais escassas, abrindo um vácuo para que as bolas da vez da arte contemporânea se transformem mais cedo que nunca em fetiche de colecionadores.
Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Vik Muniz e Adriana Varejão viraram cifrões luminosos em cartelas de investimento. Na cola deles, nomes da novíssima geração, como Thiago Rocha Pitta, Tatiana Blass, Henrique Oliveira e André Komatsu já sofrem especulação.
"Poucos ativos têm potencial de valorização tão grande quanto arte brasileira", diz Rodolfo Riechert, da consultoria Plural Capital. "É um dos melhores campos para investir."
Junto de Heitor Reis, ex-diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia, Riechert criou um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para arte brasileira. Um estudo que fizeram circula entre possíveis investidores e mostra que obras de alguns artistas hoje chegam a valer 50 vezes o que valiam há dez anos.
"Essa figura do investidor, que é comum lá fora, começou a aparecer também por aqui, gente que viu que comprar uma Beatriz Milhazes é um alto investimento", diz o galerista Oscar Cruz. "É sinal da evolução do mercado, é uma tendência."
No caso, tendência que leva o mercado a operar num ritmo artificial. A entrada de megainvestidores no circuito, às vezes mais interessados em lucrar com a revenda de obras em momentos estratégicos do que formar coleções, vem sustentando uma bolha especulativa e tornando menor o intervalo entre o momento em que o artista surge no circuito e a hora em que suas obras vão a leilão.
Espiral de valor
Trabalhos chegam a valer até cinco vezes sob o martelo do leiloeiro o preço que têm no cubo branco das galerias. Isso porque elas não têm "pronta entrega", nas palavras de Jones Bergamin, diretor da Bolsa de Arte, a casa de leilões mais importante do país. "Eles não têm como suprir a demanda do mercado, já que a rotatividade está muito intensa e o gosto muda muito rápido."
Dependendo desse gosto, séries específicas de alguns artistas, como as fotografias com diamantes, de Vik Muniz, ou as paredes que simulam charque, de Adriana Varejão, entram numa espiral descontrolada de valores. Isso pode estancar a demanda por esses artistas e levar a uma eventual desvalorização, ou seja, ao estouro da bolha.
"Tem gente que retira obra da galeria e manda entregar na casa de leilão", diz Márcia Fortes, da Fortes Vilaça. "É péssimo porque essas pessoas não representam o artista, só trabalham a especulação da obra", diz o galerista André Millan. "Mas não tem controle, a gente não comanda o espetáculo."
No máximo, galeristas tentam conter a alta excessiva dos valores comprando de volta obras de seus artistas que surgem no mercado. Até vão a leilões para resgatar suas obras e evitar que não sejam vendidas.
Mas, enquanto galeristas no país se assustam, esse movimento é normal no mercado internacional, sinal de que o país se aproxima de hábitos de consumo praticados lá fora. "Isso é bom, a gente tem de abrir a cabeça", diz Maria Baró, galerista espanhola radicada em São Paulo. "Isso de ficar marcando território é um erro."
(SILAS MARTÍ)
Impostos sobre obra de arte podem chegar a até 42% de seu valor em SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Na semana passada, uma agente do Ministério da Cultura recebeu uma ligação da Receita Federal. Diziam querer doar ao Iphan uma obra de arte apreendida em 2009 no aeroporto de Viracopos. A tela, que chegou numa caixa com valor declarado de US$ 1.200, é, na verdade, a obra "Claudius", do alemão Gerhard Richter, avaliada em R$ 3,6 milhões.
"Explicaram que era uma obra de um artista importante", conta Wivian Diniz, coordenadora de bens móveis do Iphan. "Quando vi que era uma tela do Richter, levei um susto."
Mais pelo valor do que pelo fato de a obra entrar no país de forma ilegal. Esse desvio que levou o quadro de Richter a ser apreendido é comum no Brasil, país que não concede isenção de impostos a obras de arte.
Quando o trabalho de um artista é importado, mesmo que o autor seja brasileiro, a soma de impostos que incidem sobre a obra pode chegar a 42% de seu valor, pelo menos em São Paulo, já que as alíquotas incluem o ICMS, uma tarifa estadual.
Segundo informou a Receita Federal, em nota à reportagem, não há uma diferenciação entre produtos importados. Ou seja, qualquer objeto que entra no país é passível de tributação se não for isento de impostos.
"O descaminho [sonegação de impostos] de obras virou regra, é absurdo", diz Luís Nader, consultor da Unesco que estuda a questão a pedido do MinC. "Qualquer pessoa desse mercado admite, sem constrangimento, que isso é feito assim."
A Folha teve acesso à pesquisa. O documento sugere que obras de arte sejam isentas de parte dos impostos e que também seja ampliado o prazo de importação temporária de obras, ou seja, período em que trabalhos ficam no país para participar de exposições, que hoje é de seis meses, prazo "ridículo" na avaliação de Nader.
Entre outros esforços, o MinC está em negociações com a Receita para isentar de impostos as obras de artistas brasileiros que estão fora do país.
"É danoso punir colecionadores brasileiros que estão às vezes tentando repatriar obras", diz María Bonta, diretora de arte latino-americana da casa de leilões Sotheby's, que deve enviar uma carta ao governo brasileiro sugerindo a isenção de impostos. "Isso limita o volume de negócios que podemos fazer no país." (SM)
Fonte: Folha de S. Paulo
Estampado na capa do catálogo de um leilão paulistano, um trabalho de Adriana Varejão foi arrematado, na semana passada, por R$ 551 mil sob aplausos tímidos e um "parabéns" do leiloeiro. A quadras dali, colecionadores disputavam obras no pavilhão da Bienal, que pareceu pequeno demais no furacão da SP Arte.
Em dez anos, obras de Varejão, Cildo Meireles, Vik Muniz e Beatriz Milhazes chegaram a se valorizar até 5.000%.
A entrada de megainvestidores no mercado de arte também promete anabolizar preços. "É o ativo mais valorizado, mais do que ações, mais do que o dólar, mais do que o ouro", diz Heitor Reis, que está liderando um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para comprar arte brasileira. "É superagressivo", diz a galerista Márcia Fortes. "Está demasiado acelerado."
Mercado opera em ritmo artificial
Com escassez de obras consagradas no mercado, trabalhos de artistas ainda em ascensão entram em espiral de valorização
Estudo de investidores mostra que peças de Cildo Meireles, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes valem 50 vezes o que valiam em 2000
Num mercado enxugado pela altíssima demanda, obras de artistas consagrados, em geral os mortos, estão cada vez mais escassas, abrindo um vácuo para que as bolas da vez da arte contemporânea se transformem mais cedo que nunca em fetiche de colecionadores.
Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Vik Muniz e Adriana Varejão viraram cifrões luminosos em cartelas de investimento. Na cola deles, nomes da novíssima geração, como Thiago Rocha Pitta, Tatiana Blass, Henrique Oliveira e André Komatsu já sofrem especulação.
"Poucos ativos têm potencial de valorização tão grande quanto arte brasileira", diz Rodolfo Riechert, da consultoria Plural Capital. "É um dos melhores campos para investir."
Junto de Heitor Reis, ex-diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia, Riechert criou um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para arte brasileira. Um estudo que fizeram circula entre possíveis investidores e mostra que obras de alguns artistas hoje chegam a valer 50 vezes o que valiam há dez anos.
"Essa figura do investidor, que é comum lá fora, começou a aparecer também por aqui, gente que viu que comprar uma Beatriz Milhazes é um alto investimento", diz o galerista Oscar Cruz. "É sinal da evolução do mercado, é uma tendência."
No caso, tendência que leva o mercado a operar num ritmo artificial. A entrada de megainvestidores no circuito, às vezes mais interessados em lucrar com a revenda de obras em momentos estratégicos do que formar coleções, vem sustentando uma bolha especulativa e tornando menor o intervalo entre o momento em que o artista surge no circuito e a hora em que suas obras vão a leilão.
Espiral de valor
Trabalhos chegam a valer até cinco vezes sob o martelo do leiloeiro o preço que têm no cubo branco das galerias. Isso porque elas não têm "pronta entrega", nas palavras de Jones Bergamin, diretor da Bolsa de Arte, a casa de leilões mais importante do país. "Eles não têm como suprir a demanda do mercado, já que a rotatividade está muito intensa e o gosto muda muito rápido."
Dependendo desse gosto, séries específicas de alguns artistas, como as fotografias com diamantes, de Vik Muniz, ou as paredes que simulam charque, de Adriana Varejão, entram numa espiral descontrolada de valores. Isso pode estancar a demanda por esses artistas e levar a uma eventual desvalorização, ou seja, ao estouro da bolha.
"Tem gente que retira obra da galeria e manda entregar na casa de leilão", diz Márcia Fortes, da Fortes Vilaça. "É péssimo porque essas pessoas não representam o artista, só trabalham a especulação da obra", diz o galerista André Millan. "Mas não tem controle, a gente não comanda o espetáculo."
No máximo, galeristas tentam conter a alta excessiva dos valores comprando de volta obras de seus artistas que surgem no mercado. Até vão a leilões para resgatar suas obras e evitar que não sejam vendidas.
Mas, enquanto galeristas no país se assustam, esse movimento é normal no mercado internacional, sinal de que o país se aproxima de hábitos de consumo praticados lá fora. "Isso é bom, a gente tem de abrir a cabeça", diz Maria Baró, galerista espanhola radicada em São Paulo. "Isso de ficar marcando território é um erro."
(SILAS MARTÍ)
Impostos sobre obra de arte podem chegar a até 42% de seu valor em SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Na semana passada, uma agente do Ministério da Cultura recebeu uma ligação da Receita Federal. Diziam querer doar ao Iphan uma obra de arte apreendida em 2009 no aeroporto de Viracopos. A tela, que chegou numa caixa com valor declarado de US$ 1.200, é, na verdade, a obra "Claudius", do alemão Gerhard Richter, avaliada em R$ 3,6 milhões.
"Explicaram que era uma obra de um artista importante", conta Wivian Diniz, coordenadora de bens móveis do Iphan. "Quando vi que era uma tela do Richter, levei um susto."
Mais pelo valor do que pelo fato de a obra entrar no país de forma ilegal. Esse desvio que levou o quadro de Richter a ser apreendido é comum no Brasil, país que não concede isenção de impostos a obras de arte.
Quando o trabalho de um artista é importado, mesmo que o autor seja brasileiro, a soma de impostos que incidem sobre a obra pode chegar a 42% de seu valor, pelo menos em São Paulo, já que as alíquotas incluem o ICMS, uma tarifa estadual.
Segundo informou a Receita Federal, em nota à reportagem, não há uma diferenciação entre produtos importados. Ou seja, qualquer objeto que entra no país é passível de tributação se não for isento de impostos.
"O descaminho [sonegação de impostos] de obras virou regra, é absurdo", diz Luís Nader, consultor da Unesco que estuda a questão a pedido do MinC. "Qualquer pessoa desse mercado admite, sem constrangimento, que isso é feito assim."
A Folha teve acesso à pesquisa. O documento sugere que obras de arte sejam isentas de parte dos impostos e que também seja ampliado o prazo de importação temporária de obras, ou seja, período em que trabalhos ficam no país para participar de exposições, que hoje é de seis meses, prazo "ridículo" na avaliação de Nader.
Entre outros esforços, o MinC está em negociações com a Receita para isentar de impostos as obras de artistas brasileiros que estão fora do país.
"É danoso punir colecionadores brasileiros que estão às vezes tentando repatriar obras", diz María Bonta, diretora de arte latino-americana da casa de leilões Sotheby's, que deve enviar uma carta ao governo brasileiro sugerindo a isenção de impostos. "Isso limita o volume de negócios que podemos fazer no país." (SM)
Fonte: Folha de S. Paulo
terça-feira, 4 de maio de 2010
Comece sua coleção de arte
Saiba como ter quadros, gravuras e fotografias de artistas famosos em casa
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo
Decorar a casa com obras de arte sempre pareceu ser algo inacessível para meros mortais. Mas eventos como a SP Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo – que acontece até 2 de maio no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, na capital paulista, estão começando a quebrar esse paradigma.
“Atualmente, o mercado é democrático e acessível. É preciso perder o constrangimento, entrar nas galerias, observar muito e perguntar sobre tudo”, afirma o designer e colecionador José Marton. Segundo ele, há mais obras com valores acessíveis do que se pensa. “Para começar, não é preciso comprar a peça mais cara do artista. Existem gravuras e desenhos que cabem no bolso de qualquer público, basta ter paciência e bom senso para escolher”, indica.
Porém, antes de sair à procura das peças para compor o acervo é fundamental frequentar exposições e museus. “É um treinamento visual e uma oportunidade de encontrar pessoas do universo das artes e criar relacionamentos intensos”, diz Fernanda Feitosa, organizadora da SP Arte.
Credibilidade e autenticidade
O próximo passo na hora de comprar uma obra é procurar galerias com credibilidade e boas referências. “Para não transformar seu investimento em prejuízo, consulte profissionais da área, verifique se a galeria é reconhecida no mercado e se participa de feiras e exposições” diz Antonio Almeida, sócio da galeria Almeida & Dale.
O alerta é fundamental uma vez que, infelizmente, existem muitas falsificações no mercado de arte. “O problema acontece principalmente com obras de artistas consagrados. Por isso é necessário verificar a autenticidade com profissionais capacitados para avaliar as técnicas, a tela e as pinceladas”, completa.
Gosto pessoal também conta
A identificação do colecionador com a obra também é uma característica fundamental para a composição do acervo. “Não adianta sair por aí comprando tudo. É preciso gostar do que viu, é o seu querer que deve ser levado em consideração”, diz Marton.
Porém, se você aprecia, mas não se sente seguro no momento de comprar as obras, vale pedir a ajuda de especialistas. “A dica é encontrar um bom procurador. Ele pode te orientar a negociar e a escolher”, diz Almeida “Mas não esqueça de contratar aqueles com referência no mercado”, completa.
Outra alternativa para orientar o novo comprador é mergulhar no mundo das artes e começar a estudar o assunto. “Procure um bom curso. O conhecimento te ajudará a escolher as obras”, sugere Marton.
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo
Decorar a casa com obras de arte sempre pareceu ser algo inacessível para meros mortais. Mas eventos como a SP Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo – que acontece até 2 de maio no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, na capital paulista, estão começando a quebrar esse paradigma.
“Atualmente, o mercado é democrático e acessível. É preciso perder o constrangimento, entrar nas galerias, observar muito e perguntar sobre tudo”, afirma o designer e colecionador José Marton. Segundo ele, há mais obras com valores acessíveis do que se pensa. “Para começar, não é preciso comprar a peça mais cara do artista. Existem gravuras e desenhos que cabem no bolso de qualquer público, basta ter paciência e bom senso para escolher”, indica.
Porém, antes de sair à procura das peças para compor o acervo é fundamental frequentar exposições e museus. “É um treinamento visual e uma oportunidade de encontrar pessoas do universo das artes e criar relacionamentos intensos”, diz Fernanda Feitosa, organizadora da SP Arte.
Credibilidade e autenticidade
O próximo passo na hora de comprar uma obra é procurar galerias com credibilidade e boas referências. “Para não transformar seu investimento em prejuízo, consulte profissionais da área, verifique se a galeria é reconhecida no mercado e se participa de feiras e exposições” diz Antonio Almeida, sócio da galeria Almeida & Dale.
O alerta é fundamental uma vez que, infelizmente, existem muitas falsificações no mercado de arte. “O problema acontece principalmente com obras de artistas consagrados. Por isso é necessário verificar a autenticidade com profissionais capacitados para avaliar as técnicas, a tela e as pinceladas”, completa.
Gosto pessoal também conta
A identificação do colecionador com a obra também é uma característica fundamental para a composição do acervo. “Não adianta sair por aí comprando tudo. É preciso gostar do que viu, é o seu querer que deve ser levado em consideração”, diz Marton.
Porém, se você aprecia, mas não se sente seguro no momento de comprar as obras, vale pedir a ajuda de especialistas. “A dica é encontrar um bom procurador. Ele pode te orientar a negociar e a escolher”, diz Almeida “Mas não esqueça de contratar aqueles com referência no mercado”, completa.
Outra alternativa para orientar o novo comprador é mergulhar no mundo das artes e começar a estudar o assunto. “Procure um bom curso. O conhecimento te ajudará a escolher as obras”, sugere Marton.
domingo, 2 de maio de 2010
A SP-Arte no Jornal da Globo
Confira matéria dessa sexta-feira, dia 30, no Jornal da Globo. Em vídeo.
Na SP-Arte, os visitantes podem fazer investimentos. Para quem não pode gastar muito um caminho natural são artistas mais jovens. Se o objetivo é fazer negócio, uma dica é garimpar o que é diferente.
Sexta-feira, 30/04/2010
Na SP-Arte, os visitantes podem fazer investimentos. Para quem não pode gastar muito um caminho natural são artistas mais jovens. Se o objetivo é fazer negócio, uma dica é garimpar o que é diferente.
Sexta-feira, 30/04/2010
Hoje é o último dia para visitar a SP-Arte
Domingo (2) é o último dia para visitar a sexta edição da SP-Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo), montada no Pavilhão da Bienal (zona sul de São Paulo). Voltada para estudantes, artistas jovens e apreciadores de arte moderna e contemporânea, a feira reúne 2.500 obras reunidas por 80 galerias nacionais (70) e estrangeiras (10).
Há artistas renomados como Adriana Varejão --brinca com a geometria do cotidiano, com objetos que lembram saunas, piscinas e banheiros, para trabalhar de outra forma a profundidade, o espaço e a cor--; Alex Flemming, que leva para a exposição um de seus aviões autorais; e famosos como o fotógrafo JR Duran e Arnaldo Antunes. Ao todo, são 1.400 artistas a engrossar a lista dos participantes.
Esta também é a primeira vez que o público poderá ver uma galeria virtual, em que é possível adquirir obras como se fosse uma real.
Fonte: Folha de S. Paulo
Há artistas renomados como Adriana Varejão --brinca com a geometria do cotidiano, com objetos que lembram saunas, piscinas e banheiros, para trabalhar de outra forma a profundidade, o espaço e a cor--; Alex Flemming, que leva para a exposição um de seus aviões autorais; e famosos como o fotógrafo JR Duran e Arnaldo Antunes. Ao todo, são 1.400 artistas a engrossar a lista dos participantes.
Esta também é a primeira vez que o público poderá ver uma galeria virtual, em que é possível adquirir obras como se fosse uma real.
Fonte: Folha de S. Paulo
sábado, 1 de maio de 2010
A arte que também é investimento. No G1
Obra de arte pode ser um bom investimento, mas não basta dinheiro para aplicar nesse mercado. O Jornal da Globo visitou a SP-Arte, a maior feira do país, para descobrir como fazer um bom negócio.
Alan Severiano
O consagrado Portinari vizinho dos badalados gêmeos. Duas faces de um mercado em ebulição e de muito bom humor. O Brasil está na moda também no mundo das artes plásticas. "Há um interesse forte pela arte brasileira hoje no mercado internacional", diz a vice-presidente da casa de leilão britânica Sotheby's.
A feira reúne 2.500 obras e a expectativa é que 15 mil pessoas gastem R$ 25 milhões no Brasil, para muita gente um investimento.
"Às vezes no mercado de capitais você ganha dinheiro mais rápido, seis meses, um ano, você ganha. Mas no mercado de arte você não só dobra, você pode multiplicar por dez, 100 vezes o valor da obra adquirida", afirma a diretora da feira, Fernanda Feitosa.
Para os colecionadores tradicionais, uma feira como essa é trivial. Produtos pendurados nas paredes, cada um com um preço. Basta pagar e levar. Já para quem pensa em comprar a primeira obra de arte, a experiência não é tão simples.
A jornalista, Jéssica Castelli e o marido são estreantes. "A principal dificuldade é saber o que é arte e o que não é". Dependendo da obra, uma dúvida pertinente.
Para quem não pode gastar muito um caminho natural são artistas mais jovem. O foco de uma galeria, com obras a partir de R$ 300,00. "O fundamental é isso, você ter uma pessoa que te oriente e comprar coisas que você gosta", explica a galerista, Cecília Isnar.
Se o objetivo é fazer negócio, uma dica é garimpar o que é diferente. "Difícil é ver o que está na frente. A grande compra é quando você ainda compra ele baixo, você não compra quando ele está no top dele", afirma o colecionador, Daniel Rangel.
Com olhar apurado de fotógrafa, Débora Engel investe em outros artistas. "Trabalhos que comprei por R$ 350,00 e valem hoje R$ 8 mil no mercado". De malas prontas para a primeira exposição internacional, aposta na valorização do próprio trabalho. "Eu espero que o passe suba", conclui.
Fonte: G1
Alan Severiano
O consagrado Portinari vizinho dos badalados gêmeos. Duas faces de um mercado em ebulição e de muito bom humor. O Brasil está na moda também no mundo das artes plásticas. "Há um interesse forte pela arte brasileira hoje no mercado internacional", diz a vice-presidente da casa de leilão britânica Sotheby's.
A feira reúne 2.500 obras e a expectativa é que 15 mil pessoas gastem R$ 25 milhões no Brasil, para muita gente um investimento.
"Às vezes no mercado de capitais você ganha dinheiro mais rápido, seis meses, um ano, você ganha. Mas no mercado de arte você não só dobra, você pode multiplicar por dez, 100 vezes o valor da obra adquirida", afirma a diretora da feira, Fernanda Feitosa.
Para os colecionadores tradicionais, uma feira como essa é trivial. Produtos pendurados nas paredes, cada um com um preço. Basta pagar e levar. Já para quem pensa em comprar a primeira obra de arte, a experiência não é tão simples.
A jornalista, Jéssica Castelli e o marido são estreantes. "A principal dificuldade é saber o que é arte e o que não é". Dependendo da obra, uma dúvida pertinente.
Para quem não pode gastar muito um caminho natural são artistas mais jovem. O foco de uma galeria, com obras a partir de R$ 300,00. "O fundamental é isso, você ter uma pessoa que te oriente e comprar coisas que você gosta", explica a galerista, Cecília Isnar.
Se o objetivo é fazer negócio, uma dica é garimpar o que é diferente. "Difícil é ver o que está na frente. A grande compra é quando você ainda compra ele baixo, você não compra quando ele está no top dele", afirma o colecionador, Daniel Rangel.
Com olhar apurado de fotógrafa, Débora Engel investe em outros artistas. "Trabalhos que comprei por R$ 350,00 e valem hoje R$ 8 mil no mercado". De malas prontas para a primeira exposição internacional, aposta na valorização do próprio trabalho. "Eu espero que o passe suba", conclui.
Fonte: G1
Feira em São Paulo atesta ebulição do mercado de arte
SILAS MARTÍ
da Reportagem Local
Podiam ser fogos de artifício o espocar das rolhas de prosecco, espécie de trilha sonora desta edição da SP Arte. "Deu uma sensação dos tempos áureos, está bombando em todos os sentidos", diz Ricardo Trevisan, da galeria Casa Triângulo, que entrou na feira com metade de suas obras já vendidas. "É um saldo azul, azulzíssimo."
Veja as obras vendidas na SP Arte
Desde que abriu as portas na última quarta, a feira de arte no pavilhão da Bienal tem levado hordas de colecionadores ao Ibirapuera. Chegaram a se dividir em turnos para fazer compras nas 80 galerias representadas ali. Do primeiro para o segundo dia, Fortes Vilaça, Vermelho, Nara Roesler, Luciana Brito e Casa Triângulo já tinham esgotado pelo menos 80% das obras que levaram.
Na ressaca da abertura, galeristas correram para reabastecer seus estandes. A Fortes Vilaça mandou trazer obras da dupla Osgemeos direto do ateliê dos artistas --foram vendidas menos de duas horas depois de chegar ao pavilhão. Na Leme, uma série de Felipe Cama esgotou também na primeira noite e mandaram emoldurar mais obras às pressas.
"Vendeu tudo e colocamos edições no lugar", conta Eduardo Brandão, da Vermelho. "Por causa disso, vendemos também até o que está na galeria."
"Ruína e Charque - Porto", obra de Adriana Varejão na SP Arte que tem valor estimado em cerca de R$ 1 milhão
Uma obra de Julio Le Parc, vendida por 300 mil euros na Nara Roesler, já cedeu lugar a outra peça do artista, ainda mais cara. No mesmo estande, uma série inteira de Marcos Chaves foi comprada por R$ 425 mil. Só na abertura, a galeria avalia ter movimentado cerca de R$ 2,5 milhões --no ano passado, o faturamento total da feira, com 79 galerias, foi R$ 15 milhões.
Mas é difícil fazer as contas. Muitos valores não são declarados por medo de assaltos e sequestros e receio de fiscalização tributária, já que esse é um mercado de grande informalidade e, dependendo da origem da obra, impostos podem chegar a até 42% de seu valor.
Talvez por isso, não foram vendidas as obras mais caras da feira. "Puerto Metafísico", tela do uruguaio Joaquín Torres-García avaliada em US$ 3,5 milhões, "Tamba Tajá", obra de Maria Martins com etiqueta de R$ 1,5 milhão, "Morto", de R$ 1,1 milhão, de Portinari, e "Ruína e Charque - Porto", peça de Adriana Varejão com valor estimado em cerca de R$ 1 milhão, estão sem comprador.
Enquanto isso, obras de valor menor, como as pinturas de Mariana Palma e Eduardo Berliner, na Casa Triângulo, têm fila de espera de interessados.
Fonte: Folha Online
da Reportagem Local
Podiam ser fogos de artifício o espocar das rolhas de prosecco, espécie de trilha sonora desta edição da SP Arte. "Deu uma sensação dos tempos áureos, está bombando em todos os sentidos", diz Ricardo Trevisan, da galeria Casa Triângulo, que entrou na feira com metade de suas obras já vendidas. "É um saldo azul, azulzíssimo."
Veja as obras vendidas na SP Arte
Desde que abriu as portas na última quarta, a feira de arte no pavilhão da Bienal tem levado hordas de colecionadores ao Ibirapuera. Chegaram a se dividir em turnos para fazer compras nas 80 galerias representadas ali. Do primeiro para o segundo dia, Fortes Vilaça, Vermelho, Nara Roesler, Luciana Brito e Casa Triângulo já tinham esgotado pelo menos 80% das obras que levaram.
Na ressaca da abertura, galeristas correram para reabastecer seus estandes. A Fortes Vilaça mandou trazer obras da dupla Osgemeos direto do ateliê dos artistas --foram vendidas menos de duas horas depois de chegar ao pavilhão. Na Leme, uma série de Felipe Cama esgotou também na primeira noite e mandaram emoldurar mais obras às pressas.
"Vendeu tudo e colocamos edições no lugar", conta Eduardo Brandão, da Vermelho. "Por causa disso, vendemos também até o que está na galeria."
"Ruína e Charque - Porto", obra de Adriana Varejão na SP Arte que tem valor estimado em cerca de R$ 1 milhão
Uma obra de Julio Le Parc, vendida por 300 mil euros na Nara Roesler, já cedeu lugar a outra peça do artista, ainda mais cara. No mesmo estande, uma série inteira de Marcos Chaves foi comprada por R$ 425 mil. Só na abertura, a galeria avalia ter movimentado cerca de R$ 2,5 milhões --no ano passado, o faturamento total da feira, com 79 galerias, foi R$ 15 milhões.
Mas é difícil fazer as contas. Muitos valores não são declarados por medo de assaltos e sequestros e receio de fiscalização tributária, já que esse é um mercado de grande informalidade e, dependendo da origem da obra, impostos podem chegar a até 42% de seu valor.
Talvez por isso, não foram vendidas as obras mais caras da feira. "Puerto Metafísico", tela do uruguaio Joaquín Torres-García avaliada em US$ 3,5 milhões, "Tamba Tajá", obra de Maria Martins com etiqueta de R$ 1,5 milhão, "Morto", de R$ 1,1 milhão, de Portinari, e "Ruína e Charque - Porto", peça de Adriana Varejão com valor estimado em cerca de R$ 1 milhão, estão sem comprador.
Enquanto isso, obras de valor menor, como as pinturas de Mariana Palma e Eduardo Berliner, na Casa Triângulo, têm fila de espera de interessados.
Fonte: Folha Online
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